23/03/2026

Dia Nacional de Combate ao Câncer Colorretal: entenda os sintomas, riscos e a importância do diagnóstico precoce!

O câncer colorretal está entre os mais frequentes no Brasil e registra dezenas de milhares de novos casos todos os anos, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde.

A doença, que atinge o intestino grosso e o reto, também está entre as principais causas de morte por câncer no país, especialmente quando o diagnóstico acontece de forma tardia.

Por outro lado, quando identificado precocemente, apresenta grandes chances de cura, o que reforça como a informação e o rastreamento regular fazem toda a diferença.

É nesse contexto que o Dia Nacional de Combate e Prevenção ao Câncer Colorretal, celebrado em 27 de março, ganha ainda mais relevância. A data reforça a necessidade de ampliar a conscientização e incentivar atitudes que contribuam para a prevenção e o diagnóstico precoce.

Ao longo desta matéria, você vai entender quais são os principais sintomas, os fatores de risco, as formas de prevenção e os exames indicados para o diagnóstico precoce da doença.

Sinais que merecem atenção

O câncer colorretal pode apresentar sintomas que, muitas vezes, são confundidos com problemas intestinais comuns. Por isso, é importante observar mudanças que persistem por mais de 30 dias.

Fique atento a sinais como:

  • Presença de sangue nas fezes, visível ou identificado em exames;
  • Alterações no hábito intestinal, como diarreia ou prisão de ventre frequentes e sem causa aparente;
  • Dores ou desconfortos abdominais recorrentes, incluindo sensação de inchaço;
  • Mudança no formato das fezes, que podem ficar mais finas que o normal;
  • Sensação de evacuação incompleta, mesmo após ir ao banheiro;
  • Perda de peso sem explicação;
  • Cansaço constante ou diagnóstico de anemia.

O que aumenta o risco da doença?

Alguns fatores podem aumentar a probabilidade de desenvolver o câncer colorretal. Entre os principais estão:

  • Idade acima de 45 anos;
  • Histórico familiar de câncer colorretal ou pólipos intestinais;
  • Alimentação pobre em fibras e rica em carnes processadas e gorduras;
  • Sedentarismo;
  • Excesso de peso ou obesidade;
  • Tabagismo;
  • Consumo frequente de bebidas alcoólicas;
  • Doenças inflamatórias intestinais, como retocolite ulcerativa e doença de Crohn.

É importante entender que ter esses fatores não significa que a pessoa desenvolverá a doença, mas indica a necessidade de maior atenção à prevenção e à realização de exames conforme orientação médica.

Escolhas que impactam sua saúde!

Para se prevenir do câncer colorretal, é preciso adotar escolhas no dia a dia e acompanhar a sua saúde regularmente.

Veja quais atitudes ajudam a reduzir o risco:

  • Priorizar uma alimentação rica em fibras, incluindo frutas, verduras, legumes e grãos integrais;
  • Diminuir o consumo de carnes processadas e produtos ultraprocessados;
  • Manter a prática regular de atividade física;
  • Controlar o peso corporal;
  • Não fumar;
  • Evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

Exames preventivos: detectar cedo faz a diferença!

Os exames de rastreamento têm permitido identificar o câncer colorretal ainda nas fases iniciais, muitas vezes antes do surgimento de sintomas. Esse é um ponto decisivo, porque, quando a doença é descoberta cedo, as taxas de sobrevida  em cinco anos podem chegar a 90%.

Conforme recomendações mais recentes, em função do aumento na incidência entre menores de 50 anos, o rastreamento é indicado a partir dos 45 anos, mesmo sem sintomas (risco médio), cujo objetivo é detectar e remover pólipos antes que se tornem tumores, devendo ser repetido a cada 10 anos.

Já quem possui histórico familiar, pólipos intestinais ou doenças inflamatórias intestinais pode precisar iniciar a investigação mais cedo, geralmente aos 40 anos ou 10 anos antes da idade em que o familiar foi diagnosticado. Em caso de sintomas, deve ser feito em qualquer idade.  Por isso, é importante sempre ter orientação médica.

Entre os exames mais utilizados estão o teste de sangue oculto nas fezes, como forma de triagem, e a colonoscopia, que permite visualizar o intestino e retirar lesões no mesmo procedimento. Essa combinação de rastreamento e intervenção precoce é o que amplia as chances de tratamento bem-sucedido.

A colonoscopia pode ser realizada em média até os 75 anos.  Após essa idade, precisa ser avaliado o seu estado de saúde e qual a recomendação médica.

Manter consultas e exames em dia é uma medida prática que impacta diretamente na saúde. Por isso, a Eletros-Saúde reforça a importância do acompanhamento regular e incentiva seus beneficiários a realizarem os exames preventivos indicados para sua faixa etária e perfil de risco.

Seu Plano cuida de você! Faça seu rastreamento!

 

Fontes: