23/07/2026

Câncer de cabeça e pescoço: feridas, rouquidão e caroços são sinais de alerta

Cerca de 39 mil novos casos de câncer de cabeça e pescoço são registrados por ano no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Esses tumores podem surgir em regiões como boca, laringe, orofaringe, hipofaringe e nasofaringe, áreas diretamente ligadas à fala, à alimentação e à respiração.

O diagnóstico tardio ainda preocupa. De acordo com o INCA, cerca de 80% dos casos são descobertos em estágios avançados, quando o tratamento pode ser mais complexo e o risco de sequelas, como dificuldade para falar, engolir ou respirar, é maior.

Celebrado em 27 de julho, o Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço chama atenção para a importância de reconhecer os sinais e procurar avaliação no momento certo.

A data faz parte do Julho Verde, campanha dedicada à conscientização sobre esse tipo de câncer e ao incentivo de cuidados que ajudam a reduzir riscos e evitar diagnósticos tardios.

Quais sinais merecem atenção?

O acompanhamento com profissionais de saúde ajuda a identificar alterações que nem sempre são percebidas logo no início.

Nos casos que envolvem a cavidade oral, o cirurgião-dentista também tem um papel importante. Durante a avaliação da boca, esse profissional pode observar sinais suspeitos, orientar o paciente e encaminhar para investigação, quando necessário.

Os principais sinais de alerta são:

. ferida na boca que não cicatriza;
rouquidão persistente;
caroço no pescoço;
• dor de garganta que não melhora;
• dificuldade ou dor para engolir;
• manchas brancas ou avermelhadas na boca;
• sangramento ou secreção persistente pelo nariz;
• dor de ouvido sem causa aparente;
• mudança na voz;
• perda de peso sem motivo.

Esses sintomas não significam, necessariamente, câncer de cabeça e pescoço. Mas, quando persistem por mais de duas ou três semanas, precisam ser avaliados por um profissional de saúde.

Quais são os principais fatores de risco?

Entre os principais fatores de risco para o câncer de cabeça e pescoço, estão:

  • Tabagismo: o cigarro está fortemente relacionado a tumores que atingem a boca, a garganta e a laringe. Quanto maior o tempo de exposição ao tabaco, maior tende a ser o risco.
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas: o álcool também aumenta o risco para esse tipo de câncer, principalmente quando associado ao tabagismo. A combinação entre cigarro e bebida alcoólica exige ainda mais atenção.
  • Infecção pelo HPV: o vírus HPV pode estar relacionado a tumores na região da orofaringe, que inclui áreas da garganta. Por isso, a vacinação contra o HPV, quando indicada, é uma medida importante de prevenção.

Segundo o Ministério da Saúde, a prevenção primária e o diagnóstico precoce estão entre as estratégias mais eficazes para reduzir o impacto do câncer de cabeça e pescoço no Brasil. Isso reforça a importância de abandonar o tabagismo, evitar o consumo excessivo de álcool e manter a vacinação contra o HPV em dia.

Como reduzir os riscos?

A redução dos riscos começa com hábitos de prevenção e acompanhamento regular de saúde:

.  não fumar;
• evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
• manter a vacinação contra o HPV em dia, quando indicada;
• usar preservativo, inclusive no sexo oral;
• manter boa higiene bucal;
• consultar o dentista regularmente;
• procurar atendimento diante de sinais persistentes.

Conhecer os sinais de alerta e buscar avaliação no momento certo aumenta as chances de identificar alterações precocemente e iniciar o cuidado adequado.

Informação e cuidado fazem diferença

Feridas na boca, rouquidão, caroços no pescoço, dor para engolir ou mudanças persistentes na voz não devem ser ignorados. Quando esses sinais permanecem por mais de duas ou três semanas, é importante procurar avaliação médica.

No Julho Verde, a Eletros-Saúde reforça a importância de observar o corpo e não adiar o cuidado. Reconhecer sinais persistentes e buscar orientação profissional pode fazer diferença para a saúde e para a qualidade de vida!

Sua voz, seu sorriso e sua vida merecem atenção. Detectar cedo faz toda a diferença.

 

Fontes: