Quando o assunto são hepatites virais, a ausência de sintomas pode dar uma falsa sensação de segurança. Em muitos casos, a pessoa convive com a infecção por anos sem saber, o que atrasa o diagnóstico e aumenta o risco de complicações no fígado.
Por isso, durante o Julho Amarelo, o tema ganha ainda mais visibilidade. Reconhecido como o Mês de Combate e Conscientização sobre as Hepatites Virais, a campanha reforça a importância da informação, da prevenção, da testagem e do diagnóstico precoce.
O Brasil vem registrando avanços importantes nessa área. Segundo o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2025, do Ministério da Saúde, entre 2014 e 2024 houve queda de 50% no coeficiente de mortalidade por hepatite B e de 60% por hepatite C.
A queda é um avanço importante, mas não elimina a necessidade de manter os cuidados. A meta proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é eliminar as hepatites virais como problema de saúde pública até 2030.
A campanha também tem como referência o dia 28 de julho, Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais. A data chama atenção para a importância da vacinação, da testagem e do acompanhamento médico.
Quanto antes a doença é descoberta, maiores são as chances de tratamento, controle e prevenção de complicações.
Quais sinais podem indicar hepatite?
As hepatites virais podem não apresentar sintomas. Quando os sinais aparecem, os mais comuns são:
- cansaço;
- febre;
- mal-estar;
- tontura;
- enjoo;
- vômitos;
- dor abdominal;
- pele e olhos amarelados;
- urina escura;
- fezes claras.
Por isso, é importante não esperar os sintomas se agravarem para buscar orientação médica. A testagem ajuda a identificar a doença e iniciar o acompanhamento adequado o quanto antes.
Hepatites A, B, C, D e E: entenda as diferenças
Cada tipo de hepatite tem formas diferentes de transmissão, prevenção e evolução. Por isso, vale entender as principais diferenças.
Hepatite A
Costuma estar ligada ao consumo de água ou alimentos contaminados e à falta de higiene adequada. Em muitos casos, tem evolução mais leve, mas pode causar sintomas logo após a contaminação. A prevenção envolve lavar bem as mãos, consumir água tratada, higienizar os alimentos e tomar a vacina quando indicada.
Hepatite B
Pode ser transmitida por relações sexuais sem preservativo, contato com sangue contaminado e da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto. A vacina é a principal forma de prevenção e deve ser aplicada logo após o nascimento. Ela também está disponível pelo SUS para outras idades, conforme o esquema vacinal.
Hepatite C
A transmissão acontece principalmente pelo contato com sangue contaminado. Isso pode ocorrer pelo compartilhamento de seringas, lâminas, alicates e outros objetos que possam ter contato com sangue. Também pode haver transmissão em relações sexuais sem preservativo. Não existe vacina contra a hepatite C, mas há tratamento.
Hepatite D
A hepatite D só acontece em pessoas que já têm hepatite B. A transmissão pode ocorrer por contato com sangue contaminado e por relações sexuais sem preservativo. Como ela depende da hepatite B, manter a vacinação contra a hepatite B em dia também ajuda a prevenir esse tipo.
Hepatite E
Geralmente é transmitida pelo consumo de água ou alimentos contaminados. Na maioria das vezes, é uma infecção aguda e o organismo consegue se recuperar sem um tratamento específico. A prevenção envolve cuidados com higiene, saneamento e consumo seguro de água e alimentos.
Como se prevenir no dia a dia?
A prevenção das hepatites virais passa por cuidados simples, mas importantes. Entre eles:
- usar preservativo em todas as relações sexuais;
- não compartilhar seringas, lâminas, alicates, escovas de dente ou outros objetos que possam ter contato com sangue;
- verificar se materiais usados em tatuagens, piercings, manicure, pedicure e procedimentos de saúde estão esterilizados ou são descartáveis;
- lavar as mãos com frequência;
- consumir água tratada;
- higienizar bem os alimentos;
- manter a vacinação em dia.
Esses cuidados ajudam a reduzir o risco de transmissão e devem fazer parte da rotina.
Testagem, vacinação e acompanhamento médico
A testagem é uma das formas mais importantes de identificar as hepatites virais, principalmente porque muitas pessoas não apresentam sintomas no início.
As vacinas contra as hepatites A e B são formas importantes de prevenção. Já a hepatite C não tem vacina, mas conta com tratamento.
Por isso, mantenha seus exames em dia e procure orientação médica sempre que tiver dúvidas. Quando o diagnóstico vem cedo, as chances de tratamento, controle e prevenção de complicações são maiores!
A Eletros-Saúde está ao seu lado nessa rotina de cuidado, reforçando a importância da prevenção e do acompanhamento da sua saúde.
Fontes:
- https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2025/boletim-epidemiologico-de-hepatites-virais.pdf
- https://infectologia.org.br/campanhas/julho-amarelo/