05/08/2026

Agosto Dourado: a amamentação vale ouro para a saúde da criança!

O Agosto Dourado chama atenção para a importância do aleitamento materno. A cor representa o “padrão ouro” da alimentação infantil, já que o leite materno oferece nutrientes e proteção importantes nos primeiros meses de vida.

A campanha também marca o Dia Mundial da Amamentação, comemorado em 1º de agosto, e a Semana Mundial do Aleitamento Materno, realizada de 1º a 7.

Mesmo com todos os benefícios, a amamentação exclusiva até os seis meses ainda não é uma realidade para muitas famílias. A meta da Organização Mundial da Saúde para 2025 era alcançar pelo menos 50% das crianças nessa faixa etária, mas atingiu cerca de 48%. Até 2030, o objetivo é chegar a 60%.

Por isso, informação, orientação profissional e apoio fazem tanta diferença. A seguir, vamos falar sobre os benefícios da amamentação para a mãe e o bebê, as principais recomendações e a importância da rede de apoio.

Até quando o bebê deve ser amamentado?

A recomendação é que o bebê receba somente leite materno durante os primeiros seis meses de vida. Nesse período, não é necessário oferecer água, chás, sucos ou outros alimentos.

Depois dos seis meses, começa a alimentação complementar, mas a amamentação pode continuar até os dois anos ou mais.

A orientação para cada fase é:

  • Até os seis meses: oferecer somente leite materno;
  • A partir dos seis meses: iniciar a alimentação complementar e manter a amamentação;
  • Até os dois anos ou mais: continuar amamentando junto com os demais alimentos.

O que o leite materno oferece ao bebê?

Nos primeiros meses, o leite materno fornece os nutrientes e a hidratação que o bebê precisa. Sua composição também ajuda a proteger o organismo contra algumas doenças comuns da infância.

Entre os principais benefícios estão:

  • Proteção contra infecções: ajuda a reduzir o risco de diarreias e infecções respiratórias;
  • Crescimento e desenvolvimento: oferece nutrientes importantes para essa fase;
  • Desenvolvimento da face: a sucção favorece funções como mastigação, respiração e fala;
  • Saúde no futuro: está associado a um risco menor de obesidade, hipertensão e diabetes;
  • Proximidade: o contato durante as mamadas favorece o vínculo entre mãe e bebê.

Amamentação e Saúde Bucal:

A sucção no peito também auxilia diretamente a saúde bucal do bebê, prevenindo más formações dentárias, contribui para o desenvolvimento dos ossos e músculos faciais, assim como o posicionamento correto dos dentes e língua, além de ajudar na respiração e fala das crianças.

Amamentar exclusivamente no peito até os seis meses pode diminuir a necessidade futura de tratamentos ortodônticos.

A odontopediatria atua junto à pediatria, orientando mães sobre cuidados com a saúde oral dos bebês — desde a amamentação até a introdução alimentar.

E quais são os benefícios para a mãe?

A amamentação também tem efeitos importantes para a saúde da mulher. Durante as mamadas, o organismo libera hormônios que ajudam o útero a voltar ao tamanho normal e diminuem o risco de sangramento depois do parto.

Outros benefícios incluem:

  • Recuperação pós-parto: ajuda o organismo a se recuperar;
  • Menor risco de hemorragia: contribui para reduzir o sangramento após o nascimento do bebê;
  • Proteção ao longo da vida: está associada à redução do risco de câncer de mama e de ovário;
  • Cuidado com a saúde: também pode reduzir o risco de diabetes tipo 2;
  • Vínculo com o bebê: favorece a proximidade durante os primeiros meses.

Quando amamentar não é tão simples

Cada mãe e cada bebê passam por uma experiência diferente. Em alguns casos, a amamentação acontece com facilidade. Em outros, pode levar um tempo até que ambos encontrem uma posição confortável e ajustem a pega.

Dor persistente, feridas nos mamilos, mamas muito cheias ou dificuldade para o bebê sugar não devem ser tratadas como algo que a mulher simplesmente precisa suportar.

É importante procurar orientação diante de situações como:

  • Dor durante as mamadas;
  • Rachaduras, feridas ou sangramento nos mamilos;
  • Dificuldade para posicionar o bebê;
  • Problemas na pega ou na sucção;
  • Dúvidas sobre a produção de leite;
  • Insegurança em relação à alimentação do bebê.

Em muitos casos, orientações sobre posição e pega já ajudam a tornar as mamadas mais confortáveis.

A mãe também precisa ser cuidada

A responsabilidade não deve ficar somente com quem amamenta. Nos primeiros meses, contar com pessoas dispostas a dividir tarefas e oferecer apoio pode fazer bastante diferença na rotina.

A família e as pessoas próximas podem ajudar:

  • Dividindo as tarefas da casa;
  • Preparando refeições;
  • Ajudando nos cuidados com o bebê;
  • Respeitando o tempo e as decisões da mãe;
  • Evitando cobranças e comparações;
  • Apoiando a busca por orientação profissional.

O ambiente de trabalho também faz parte dessa rede. Ter pausas adequadas, um espaço reservado e condições para retirar e armazenar o leite ajuda quem deseja continuar amamentando depois do fim da licença.

Onde buscar orientação?

Quando surgirem dúvidas, dores ou dificuldades, é importante conversar com um profissional de saúde. O pediatra pode acompanhar a saúde e o desenvolvimento do bebê, enquanto o ginecologista ou obstetra avalia as necessidades de quem amamenta.

Os Bancos de Leite Humano também oferecem orientações práticas sobre pega, posição, retirada e armazenamento do leite, além de outros cuidados que podem tornar as mamadas mais confortáveis. No Brasil, você pode encontrar a unidade mais próxima pelo Disque Saúde no telefone 136 ou no portal do Ministério da Saúde: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/doacao-de-leite

Neste Agosto Dourado, a Eletros-Saúde reforça a importância da amamentação e do cuidado com quem amamenta. Apoiar essa causa também é oferecer informação, acolhimento e orientação, respeitando a experiência e as necessidades de cada mãe e bebê.

A Eletro-Saúde possui planos odontológicos para cuidar do seu filho. Acesse nosso site e saiba mais sobre nossos atendimentos odontológicos e nossa rede credenciada: www.eletrosaude.com.br

Para melhor orientação, agende uma consulta com um pediatra ou um odontopediatra.

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Fontes: