Cerca de 26,8 milhões de brasileiros com 14 anos ou mais usam nicotina por meio do cigarro tradicional, dos dispositivos eletrônicos para fumar, os DEFs, ou dos dois.
Mesmo com a redução do número de fumantes nas últimas décadas, o tabagismo continua sendo um problema de saúde pública. Ao mesmo tempo, o uso de vapes e cigarros eletrônicos cresceu, principalmente entre adolescentes e jovens.
Lembrado em 29 de agosto, o Dia Nacional de Combate ao Fumo chama a atenção para os riscos da dependência de nicotina e para os danos causados por diferentes formas de consumo, como cigarros, charutos, cachimbos, narguilés e dispositivos eletrônicos.
Ao longo desta matéria, você vai conhecer os efeitos desses produtos na saúde, entender porque a nicotina causa dependência e saber quais caminhos podem ajudar quem deseja parar.
O tabagismo e a dependência de nicotina
O tabagismo é reconhecido como uma doença crônica ligada à dependência de nicotina. Essa substância age no cérebro, provoca sensação de prazer e faz com que o organismo passe a buscar novas doses.
Por isso, abandonar o consumo pode ser difícil, mesmo quando a pessoa conhece os riscos e quer parar. A dependência envolve aspectos físicos, emocionais e comportamentais, que podem exigir acompanhamento profissional.
A nicotina aparece em diferentes produtos
O cigarro tradicional é o mais conhecido, mas não é a única forma de consumo. Charutos, cachimbos, narguilés e dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs) também podem conter nicotina e outras substâncias prejudiciais.
Os DEFs, conhecidos como vapes ou cigarros eletrônicos, ganharam espaço principalmente entre adolescentes e jovens. Os sabores, o formato dos aparelhos e a facilidade de acesso contribuem para uma percepção menor de risco.
No entanto, esses produtos podem causar dependência e manter o contato frequente com a nicotina.
Por que os DEFs merecem atenção?
Segundo o III Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, a maioria das pessoas que usa dispositivos eletrônicos afirma que eles não ajudaram a reduzir o consumo do cigarro tradicional.
Entre os adolescentes que experimentaram DEFs, 76,3% continuaram usando. O levantamento também mostrou que 80,7% consideram fácil conseguir esses produtos.
A combinação entre acesso, sabores e aparência moderna facilita o primeiro contato com a nicotina e pode levar à dependência ainda na juventude.
O fumo passivo também prejudica a saúde
Quem convive com uma pessoa que fuma também pode ser afetado. A exposição acontece principalmente dentro de casa, em veículos e em outros ambientes fechados.
Crianças, gestantes, idosos e pessoas com problemas respiratórios estão entre os grupos mais vulneráveis.
Além da fumaça do cigarro, o aerossol liberado pelos dispositivos eletrônicos também pode expor quem está por perto às substâncias presentes nesses produtos.
Quais problemas o tabagismo pode causar? Veja 7 motivos para parar de fumar
O tabagismo afeta diferentes partes do organismo e também prejudica quem convive com a fumaça. Veja algumas razões para deixar o cigarro, o charuto, o cachimbo, o narguilé e os dispositivos eletrônicos para fumar.
1. Reduzir o risco de infarto
As substâncias presentes no cigarro favorecem a formação de placas de gordura e o estreitamento das artérias. Quando o sangue deixa de chegar adequadamente ao coração, pode ocorrer o infarto.
2. Proteger os pulmões
O tabagismo é uma das principais causas da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), condição que compromete a passagem do ar pelos pulmões e dificulta a respiração.
3. Diminuir o risco de câncer
Fumar aumenta o risco de diferentes tipos de câncer, como os de pulmão, boca, faringe, laringe e esôfago. O câncer de pulmão é um dos mais associados ao consumo de cigarro.
4. Preservar a fertilidade
Nas mulheres, o cigarro pode causar alterações hormonais, antecipar a menopausa e prejudicar a qualidade dos óvulos. Nos homens, pode afetar a formação e a mobilidade dos espermatozoides.
5. Cuidar da pele, dos dentes e da saúde bucal
O consumo frequente pode acelerar o envelhecimento da pele, favorecer o mau hálito e deixar os dentes mais amarelados. Também aumenta o risco de problemas na boca e nas gengivas.
6. Proteger quem está por perto
A fumaça do cigarro contém substâncias tóxicas que também são inaladas pelas pessoas presentes no ambiente. Crianças, gestantes, idosos e pessoas com doenças respiratórias estão entre os grupos mais vulneráveis.
7. Cuidar da saúde emocional e enfrentar a dependência
A nicotina age no sistema nervoso central e pode interferir no estado emocional e no comportamento. Com o uso frequente, o organismo passa a buscar novas doses, o que torna mais difícil abandonar o consumo.
Existe tratamento para parar de fumar
A dependência de nicotina tem tratamento. O acompanhamento pode ser feito de forma individual ou em grupo e incluir apoio psicológico, mudanças de comportamento e medicamentos, quando houver indicação.
A prática de atividade física e a organização da rotina também podem ajudar a lidar com a ansiedade e com a vontade de fumar.
A Eletros-Saúde apoia você nesse processo!
O Dia Nacional de Combate ao Fumo amplia a conversa sobre o tema, mas a decisão de parar pode exigir apoio ao longo de todo o processo.
Converse com os profissionais que acompanham a sua saúde. Para conhecer os serviços e canais disponíveis no seu plano, entre em contato com a equipe da Eletros-Saúde.
Fontes:
- https://sbpt.org.br/portal/dia-nacional-de-combate-ao-fumo-avancos-e-desafios-no-brasil/
- https://www.fesaude.niteroi.rj.gov.br/sua-saude/dia-nacional-de-combate-ao-fumo-e-a-sua-importancia-para-a-saude-coletiva
- https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/gestor-e-profissional-de-saude/programa-nacional-de-controle-do-tabagismo/tratamento