O câncer colorretal está entre os mais frequentes no Brasil e registra dezenas de milhares de novos casos todos os anos, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde.
A doença, que atinge o intestino grosso e o reto, também está entre as principais causas de morte por câncer no país, especialmente quando o diagnóstico acontece de forma tardia.
Por outro lado, quando identificado precocemente, apresenta grandes chances de cura, o que reforça como a informação e o rastreamento regular fazem toda a diferença.
É nesse contexto que o Dia Nacional de Combate e Prevenção ao Câncer Colorretal, celebrado em 27 de março, ganha ainda mais relevância. A data reforça a necessidade de ampliar a conscientização e incentivar atitudes que contribuam para a prevenção e o diagnóstico precoce.
Ao longo desta matéria, você vai entender quais são os principais sintomas, os fatores de risco, as formas de prevenção e os exames indicados para o diagnóstico precoce da doença.
Sinais que merecem atenção
O câncer colorretal pode apresentar sintomas que, muitas vezes, são confundidos com problemas intestinais comuns. Por isso, é importante observar mudanças que persistem por mais de 30 dias.
Fique atento a sinais como:
- Presença de sangue nas fezes, visível ou identificado em exames;
- Alterações no hábito intestinal, como diarreia ou prisão de ventre frequentes e sem causa aparente;
- Dores ou desconfortos abdominais recorrentes, incluindo sensação de inchaço;
- Mudança no formato das fezes, que podem ficar mais finas que o normal;
- Sensação de evacuação incompleta, mesmo após ir ao banheiro;
- Perda de peso sem explicação;
- Cansaço constante ou diagnóstico de anemia.
O que aumenta o risco da doença?
Alguns fatores podem aumentar a probabilidade de desenvolver o câncer colorretal. Entre os principais estão:
- Idade acima de 45 anos;
- Histórico familiar de câncer colorretal ou pólipos intestinais;
- Alimentação pobre em fibras e rica em carnes processadas e gorduras;
- Sedentarismo;
- Excesso de peso ou obesidade;
- Tabagismo;
- Consumo frequente de bebidas alcoólicas;
- Doenças inflamatórias intestinais, como retocolite ulcerativa e doença de Crohn.
É importante entender que ter esses fatores não significa que a pessoa desenvolverá a doença, mas indica a necessidade de maior atenção à prevenção e à realização de exames conforme orientação médica.
Escolhas que impactam sua saúde!
Para se prevenir do câncer colorretal, é preciso adotar escolhas no dia a dia e acompanhar a sua saúde regularmente.
Veja quais atitudes ajudam a reduzir o risco:
- Priorizar uma alimentação rica em fibras, incluindo frutas, verduras, legumes e grãos integrais;
- Diminuir o consumo de carnes processadas e produtos ultraprocessados;
- Manter a prática regular de atividade física;
- Controlar o peso corporal;
- Não fumar;
- Evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
Exames preventivos: detectar cedo faz a diferença!
Os exames de rastreamento têm permitido identificar o câncer colorretal ainda nas fases iniciais, muitas vezes antes do surgimento de sintomas. Esse é um ponto decisivo, porque, quando a doença é descoberta cedo, as taxas de sobrevida em cinco anos podem chegar a 90%.
Conforme recomendações mais recentes, em função do aumento na incidência entre menores de 50 anos, o rastreamento é indicado a partir dos 45 anos, mesmo sem sintomas (risco médio), cujo objetivo é detectar e remover pólipos antes que se tornem tumores, devendo ser repetido a cada 10 anos.
Já quem possui histórico familiar, pólipos intestinais ou doenças inflamatórias intestinais pode precisar iniciar a investigação mais cedo, geralmente aos 40 anos ou 10 anos antes da idade em que o familiar foi diagnosticado. Em caso de sintomas, deve ser feito em qualquer idade. Por isso, é importante sempre ter orientação médica.
Entre os exames mais utilizados estão o teste de sangue oculto nas fezes, como forma de triagem, e a colonoscopia, que permite visualizar o intestino e retirar lesões no mesmo procedimento. Essa combinação de rastreamento e intervenção precoce é o que amplia as chances de tratamento bem-sucedido.
A colonoscopia pode ser realizada em média até os 75 anos. Após essa idade, precisa ser avaliado o seu estado de saúde e qual a recomendação médica.
Manter consultas e exames em dia é uma medida prática que impacta diretamente na saúde. Por isso, a Eletros-Saúde reforça a importância do acompanhamento regular e incentiva seus beneficiários a realizarem os exames preventivos indicados para sua faixa etária e perfil de risco.
Seu Plano cuida de você! Faça seu rastreamento!
Fontes:
- https://bvsms.saude.gov.br/27-3-dia-nacional-de-combate-ao-cancer-colorretal/
- https://www.gov.br/cnen/pt-br/assunto/ultimas-noticias/dia-nacional-de-combate-e-prevencao-ao-cancer-colorretal
- https://icesp.org.br/marco-azul-marinho/
- https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/02/23/entenda-os-fatores-de-risco-do-cancer-colorretal-que-avanca-entre-jovens.ghtml