A obesidade entre adultos mais que dobrou no Brasil em menos de duas décadas. Segundo dados do Ministério da Saúde, divulgados em 2026, a prevalência da doença cresceu 118% entre 2006 e 2024, chegando a 25,7% da população adulta.
Esse avanço também aparece em outras condições associadas à saúde metabólica. No mesmo período, os casos de diabetes aumentaram 135% e os de hipertensão arterial, 31%.
Com números tão expressivos, o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, celebrado em 11 de outubro, reforça a importância de falar sobre prevenção, fatores de risco e acompanhamento da saúde.
Isso porque a obesidade é uma doença crônica e pode envolver fatores genéticos, alimentares, comportamentais, emocionais e ambientais. Por isso, não deve ser tratada como uma simples questão de disciplina ou força de vontade.
Ao longo desta matéria, você vai entender por que a obesidade precisa ser avaliada de forma mais ampla, quais fatores podem contribuir para o seu desenvolvimento, por que a gordura abdominal merece atenção e quais cuidados ajudam na prevenção e no controle.
1. Por que a obesidade precisa ser olhada além da balança?
O peso corporal é apenas uma das informações usadas para avaliar a obesidade. Por isso, o Índice de Massa Corporal (IMC) ainda é uma das medidas mais utilizadas e relaciona peso e altura. Em adultos, valores a partir de 30 kg/m² são classificados como obesidade.
Mas o IMC, sozinho, não mostra onde a gordura está concentrada nem permite avaliar todos os aspectos da saúde. Por isso, também podem ser considerados outros dados, como medidas corporais, histórico clínico e presença de doenças associadas.
A obesidade pode aumentar o risco de problemas como:
- diabetes tipo 2;
- hipertensão arterial;
- apneia do sono;
- doenças cardiovasculares;
- alguns tipos de câncer.
Portanto, a avaliação não deve se limitar apenas ao peso.
2. O que pode contribuir para o desenvolvimento da obesidade?
A obesidade pode ter diferentes causas, que muitas vezes atuam em conjunto. Entre elas estão:
- genética e histórico familiar;
- consumo frequente de alimentos ultraprocessados;
- pouca atividade física;
- estresse;
- hábitos de sono;
- fatores sociais e ambientais.
Isso mostra que a obesidade não pode ser explicada apenas por falta de disciplina ou “força de vontade”. A prevenção e o tratamento precisam considerar os diferentes fatores envolvidos em cada caso.
Dados recentes do Vigitel também mostram mudanças nos hábitos da população. Entre os adultos entrevistados, 42,3% relataram praticar atividade física no tempo livre, enquanto a atividade física como forma de deslocamento caiu de 17% para 11,3% entre 2006 e 2024.
O levantamento também passou a incluir informações sobre o sono: 20,2% dos adultos disseram dormir menos de seis horas por noite, e 31,7% apresentaram sintomas de insônia.
3. Por que a gordura abdominal merece atenção?
Além da quantidade de gordura corporal, a região onde ela se concentra também pode influenciar os riscos à saúde.
Quando há maior acúmulo na região abdominal, especialmente ao redor dos órgãos, aumenta a associação com problemas metabólicos e cardiovasculares.
A circunferência abdominal pode ser usada como uma medida complementar nessa avaliação.
Ela não substitui outros exames, mas ajuda a identificar como a gordura está distribuída pelo corpo.
4. O que ajuda na prevenção e no controle?
Alguns hábitos fazem parte da prevenção e também podem contribuir para o controle da obesidade, como:
- manter uma alimentação equilibrada;
- reduzir o consumo frequente de ultraprocessados;
- praticar atividade física regularmente;
- beber água ao longo do dia;
- cuidar do sono;
- observar a saúde emocional;
- manter consultas e exames de rotina.
A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) resume esse cuidado em quatro pontos: comer bem, movimentar-se, beber água e dormir bem.
Quando a obesidade já está presente, o tratamento pode incluir diferentes estratégias, definidas de acordo com a avaliação de cada pessoa e com orientação profissional.
A Eletros-Saúde está com você
Prevenir e controlar a obesidade não significa buscar um padrão de corpo. O foco está em cuidar da saúde, identificar fatores de risco e buscar orientação quando necessário.
Na prática, esse cuidado envolve rever hábitos, acompanhar fatores de risco e buscar orientação profissional quando necessário.
Obesidade não é questão de aparência, é questão de saúde! Prevenir é cuidar de si, com acolhimento, respeito e escolhas saudáveis. A Eletros-Saúde está com você nessa jornada!
Fontes:
- https://abeso.org.br/dia-nacional-de-prevencao-da-obesidade-11-de-outubro/
- https://www.tjdft.jus.br/informacoes/programas-projetos-e-acoes/pro-vida/dicas-de-saude/pilulas-de-saude/11-10-2013-dia-mundial-da-obesidade-e-dia-nacional-de-prevencao-da-obesidade
- https://www.iess.org.br/publicacao/blog/dia-nacional-de-prevencao-obesidadehttps://sbcbm.org.br/dados-do-ministerio-da-saude-e-da-sbcbm-reforcam-urgencia-no-enfrentamento-da-obesidade/