09/10/2026

Dia Nacional de Prevenção da Obesidade: descubra por que o cuidado vai além do peso

A obesidade entre adultos mais que dobrou no Brasil em menos de duas décadas. Segundo dados do Ministério da Saúde, divulgados em 2026, a prevalência da doença cresceu 118% entre 2006 e 2024, chegando a 25,7% da população adulta.

Esse avanço também aparece em outras condições associadas à saúde metabólica. No mesmo período, os casos de diabetes aumentaram 135% e os de hipertensão arterial, 31%.

Com números tão expressivos, o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, celebrado em 11 de outubro, reforça a importância de falar sobre prevenção, fatores de risco e acompanhamento da saúde.

Isso porque a obesidade é uma doença crônica e pode envolver fatores genéticos, alimentares, comportamentais, emocionais e ambientais. Por isso, não deve ser tratada como uma simples questão de disciplina ou força de vontade.

Ao longo desta matéria, você vai entender por que a obesidade precisa ser avaliada de forma mais ampla, quais fatores podem contribuir para o seu desenvolvimento, por que a gordura abdominal merece atenção e quais cuidados ajudam na prevenção e no controle.

1. Por que a obesidade precisa ser olhada além da balança?

O peso corporal é apenas uma das informações usadas para avaliar a obesidade. Por isso, o Índice de Massa Corporal (IMC) ainda é uma das medidas mais utilizadas e relaciona peso e altura. Em adultos, valores a partir de 30 kg/m² são classificados como obesidade.

Mas o IMC, sozinho, não mostra onde a gordura está concentrada nem permite avaliar todos os aspectos da saúde. Por isso, também podem ser considerados outros dados, como medidas corporais, histórico clínico e presença de doenças associadas.

A obesidade pode aumentar o risco de problemas como:

  • diabetes tipo 2;
  • hipertensão arterial;
  • apneia do sono;
  • doenças cardiovasculares;
  • alguns tipos de câncer.

Portanto, a avaliação não deve se limitar apenas ao peso.

2. O que pode contribuir para o desenvolvimento da obesidade?

A obesidade pode ter diferentes causas, que muitas vezes atuam em conjunto. Entre elas estão:

  • genética e histórico familiar;
  • consumo frequente de alimentos ultraprocessados;
  • pouca atividade física;
  • estresse;
  • hábitos de sono;
  • fatores sociais e ambientais.

Isso mostra que a obesidade não pode ser explicada apenas por falta de disciplina ou “força de vontade”. A prevenção e o tratamento precisam considerar os diferentes fatores envolvidos em cada caso.

Dados recentes do Vigitel também mostram mudanças nos hábitos da população. Entre os adultos entrevistados, 42,3% relataram praticar atividade física no tempo livre, enquanto a atividade física como forma de deslocamento caiu de 17% para 11,3% entre 2006 e 2024.

O levantamento também passou a incluir informações sobre o sono: 20,2% dos adultos disseram dormir menos de seis horas por noite, e 31,7% apresentaram sintomas de insônia.

3. Por que a gordura abdominal merece atenção?

Além da quantidade de gordura corporal, a região onde ela se concentra também pode influenciar os riscos à saúde.

Quando há maior acúmulo na região abdominal, especialmente ao redor dos órgãos, aumenta a associação com problemas metabólicos e cardiovasculares.

A circunferência abdominal pode ser usada como uma medida complementar nessa avaliação.

Ela não substitui outros exames, mas ajuda a identificar como a gordura está distribuída pelo corpo.

4. O que ajuda na prevenção e no controle?

Alguns hábitos fazem parte da prevenção e também podem contribuir para o controle da obesidade, como:

  • manter uma alimentação equilibrada;
  • reduzir o consumo frequente de ultraprocessados;
  • praticar atividade física regularmente;
  • beber água ao longo do dia;
  • cuidar do sono;
  • observar a saúde emocional;
  • manter consultas e exames de rotina.

A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) resume esse cuidado em quatro pontos: comer bem, movimentar-se, beber água e dormir bem.

Quando a obesidade já está presente, o tratamento pode incluir diferentes estratégias, definidas de acordo com a avaliação de cada pessoa e com orientação profissional.

A Eletros-Saúde está com você

Prevenir e controlar a obesidade não significa buscar um padrão de corpo. O foco está em cuidar da saúde, identificar fatores de risco e buscar orientação quando necessário.

Na prática, esse cuidado envolve rever hábitos, acompanhar fatores de risco e buscar orientação profissional quando necessário.

Obesidade não é questão de aparência, é questão de saúde! Prevenir é cuidar de si, com acolhimento, respeito e escolhas saudáveis. A Eletros-Saúde está com você nessa jornada!

 

Fontes: