O Herpes-Zóster, conhecido popularmente como cobreiro, ainda é pouco comentado, mas merece atenção.
Entre 2008 e 2024, o Brasil registrou 85.888 atendimentos ambulatoriais e 30.801 internações relacionadas à doença, segundo dados da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde),órgão do Ministério da Saúde.
A doença é causada pelo mesmo vírus da catapora. Depois do primeiro contato com o vírus, ele pode permanecer adormecido no organismo por anos e voltar a se manifestar em momentos de queda da imunidade.
Ações de conscientização, reforçam a importância de reconhecer os sinais logo no início.
A seguir, entenda o que é o Herpes-Zóster, quais sinais merecem atenção, quem tem maior risco e porque o acompanhamento médico é importante.
O que é herpes-zóster?
O herpes-zóster é causado pelo vírus varicela-zóster, o mesmo responsável pela catapora.
Após a catapora, o vírus pode ficar “adormecido” no organismo por muitos anos. Quando é reativado, pode provocar lesões dolorosas na pele.
Na maioria dos casos, a doença aparece em apenas um lado do corpo, seguindo o trajeto de um nervo.
Por que ele aparece?
O Herpes-Zóster pode surgir quando o sistema imunológico está mais enfraquecido.
Isso pode acontecer com o envelhecimento, em períodos de estresse intenso, durante algumas doenças ou com o uso de medicamentos que reduzem a imunidade.
Embora seja mais comum em pessoas com mais de 50 anos, também pode ocorrer em adultos mais jovens.
Entenda os principais sintomas
O Herpes-Zóster nem sempre começa com sinais visíveis na pele. Em muitos casos, antes das lesões aparecerem, a pessoa sente desconforto em uma região específica do corpo, como dor, ardência, formigamento, coceira ou sensibilidade ao toque.
Com a evolução do quadro, podem surgir manchas avermelhadas que se transformam em pequenas bolhas com líquido, geralmente agrupadas e dolorosas. Um ponto importante é que as lesões costumam aparecer em apenas um lado do corpo, acompanhando o trajeto de um nervo.
Entre os sinais mais comuns, estão:
- dor, ardência ou sensação de queimação;
- formigamento, coceira ou sensibilidade na pele;
- manchas avermelhadas;
- pequenas bolhas com líquido;
- lesões em apenas um lado do corpo;
- febre baixa, mal-estar, cansaço ou dor de cabeça em alguns casos.
As lesões podem aparecer no tronco, nas costas, no abdômen, no pescoço ou no rosto. Quando surgem perto dos olhos, é importante procurar atendimento rapidamente, pois há risco de complicações oculares.
Por que a dor merece atenção?
A dor do herpes-zóster pode ser intensa e atrapalhar atividades simples do dia a dia, como tomar banho, vestir uma roupa ou dormir.
Em alguns casos, ela continua mesmo após o desaparecimento das lesões. Essa complicação é chamada de neuralgia pós-herpética e reforça a importância de buscar atendimento logo nos primeiros sinais.
Quem deve ter mais atenção?
Pessoas com mais de 50 anos têm maior risco de desenvolver herpes-zóster e apresentar complicações.
Também devem ter cuidado especial pessoas com imunidade baixa, doenças crônicas, câncer, HIV, transplantados ou em uso de medicamentos imunossupressores.
Nessas situações, o acompanhamento médico é ainda mais importante.
Quando procurar atendimento médico?
Procure atendimento ao notar dor intensa, manchas ou bolhas em apenas um lado do corpo, principalmente se surgirem no rosto ou perto dos olhos.
O tratamento deve ser orientado por um profissional de saúde e, quando iniciado cedo, pode ajudar a reduzir sintomas e complicações.
Quais complicações podem ocorrer?
Na maioria dos casos, o herpes-zóster melhora com tratamento e acompanhamento adequado.
Ainda assim, algumas complicações podem acontecer, como:
- dor persistente após o desaparecimento das lesões;
- infecção secundária nas bolhas;
- alterações na sensibilidade da pele;
- complicações nos olhos, quando a doença atinge a região do rosto.
Identificar os sinais logo no início ajuda a evitar quadros mais graves.
Como prevenir?
A prevenção envolve atenção aos sinais, acompanhamento médico e vacinação, quando indicada.
A vacina contra o herpes-zóster pode ser recomendada para determinados públicos, como pessoas a partir de 50 anos e pessoas com maior risco por comprometimento da imunidade.
A indicação deve ser avaliada por um profissional de saúde, considerando o histórico e as condições individuais de cada pessoa.
Fique atento aos sinais!
O herpes-zóster pode causar dor intensa e prejudicar a rotina, principalmente quando o tratamento demora a começar.
Ao perceber dor, ardência, formigamento, manchas ou bolhas em apenas um lado do corpo, procure orientação médica.
Quanto antes houver avaliação, maiores são as chances de controlar os sintomas e reduzir o risco de complicações.
A Eletros-Saúde reforça a importância de buscar apoio profissional diante de qualquer sinal suspeito. Nossa equipe médica está disponível para acolher dúvidas, orientar sobre os cuidados necessários e direcionar o beneficiário para o acompanhamento mais adequado!
O Herpes-Zóster pode deixar marcas que vão além da pele. Reconheça os sintomas e procure atendimento.
Fontes:
- https://sbgg.org.br/campanha-sobre-herpes-zoster-e-lancada-no-brasil/
- https://br.gsk.com/pt-br/midia/sala-de-imprensa/gsk-lanca-campanha-vozes-do-herpes-zoster/
- https://botucatu.sp.gov.br/noticia/4058/saude-traz-informacoes-sobre-o-herpes-zoster-na-semana-de-conscientizacao/
- https://www.cdc.gov/shingles/data-research/index.html