O Julho Amarelo chama atenção para a conscientização sobre o câncer ósseo, um tipo raro de tumor, mas que merece cuidado. Quando a dor no osso é persistente, piora com o tempo ou vem acompanhada de inchaço e dificuldade de movimento, é importante procurar avaliação médica.
O câncer ósseo primário começa no próprio osso, quando as células passam a crescer de forma desordenada e formam um tumor maligno. As regiões mais afetadas costumam ser os ossos da coxa, da canela e da parte superior do braço.
Embora represente menos de 1% dos casos de câncer, o diagnóstico precoce faz diferença. Quando a doença é identificada ainda localizada, antes de se espalhar para outras partes do corpo, as chances de tratamento e controle costumam ser maiores.
Tipos mais comuns de câncer ósseo
O câncer ósseo pode ser dividido em diferentes tipos, de acordo com as células e os tecidos afetados. Entre os principais estão:
- Osteossarcoma: surge nas células responsáveis pela formação de novo tecido ósseo. É mais comum em adolescentes, mas também pode afetar crianças e adultos jovens.
- Sarcoma de Ewing: pode aparecer nos ossos ou em tecidos moles próximos. É mais frequente em crianças e adolescentes.
- Condrossarcoma: começa na cartilagem, tecido que ajuda no movimento entre ossos e articulações. Costuma ser mais comum em adultos.
Quais são os sintomas?
Os sintomas do câncer ósseo podem variar conforme a região afetada e a evolução do tumor. Os sinais mais comuns incluem:
- dor óssea contínua ou persistente;
- inchaço ou sensibilidade perto da área afetada;
- fraqueza no osso;
- fraturas sem causa aparente;
- perda de peso sem motivo;
- cansaço frequente;
- dificuldade para andar ou movimentar alguma parte do corpo.
Esses sintomas, sozinhos, não confirmam o diagnóstico de câncer ósseo. Mas, quando persistem, pioram ou aparecem sem explicação, precisam ser investigados.
Quais são as causas e os fatores de risco?
As causas do câncer ósseo ainda não são totalmente conhecidas. Alguns fatores, porém, podem aumentar o risco, como:
- tratamento prévio com radioterapia;
- uso de determinados medicamentos oncológicos;
- alterações genéticas hereditárias;
- síndrome de Li-Fraumeni;
- histórico de retinoblastoma;
- condições ósseas anteriores, como doença de Paget e encondromas.
Ter um fator de risco não significa que a pessoa terá a doença. Ainda assim, é importante manter acompanhamento médico quando houver indicação.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico do câncer ósseo começa com avaliação médica e pode incluir exames de imagem para identificar alterações nos ossos e em outras partes do corpo.
Entre os exames mais utilizados estão:
- raio-x;
- tomografia computadorizada;
- ressonância magnética;
- PET-CT oncológico.
Em alguns casos, também pode ser necessária uma biópsia, procedimento em que uma amostra do tecido é retirada para análise em laboratório.
Como é feito o tratamento?
O tratamento do câncer ósseo depende do tipo de tumor, localização, tamanho, evolução da doença e presença ou não de metástase.
As principais opções incluem:
- cirurgia: retirada parcial ou total do tumor;
- quimioterapia: uso de medicamentos para combater células cancerígenas;
- radioterapia: uso de radiação para destruir células tumorais;
- terapia-alvo: tratamento direcionado a alterações específicas das células do câncer.
A escolha do tratamento deve ser feita por uma equipe especializada de acordo com cada caso.
Prevenção e cuidados com a saúde
Não existe uma forma específica de prevenir o câncer ósseo. Ainda assim, hábitos saudáveis ajudam a reduzir o risco de cânceres em geral e contribuem para a saúde como um todo.
Alguns cuidados importantes são:
- manter uma alimentação equilibrada;
- consumir frutas, verduras, legumes e alimentos ricos em fibras;
- reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados;
- praticar atividade física regularmente;
- controlar o peso corporal;
- evitar o tabagismo;
- consumir bebidas alcoólicas com moderação;
- manter o acompanhamento médico em dia.
Quando procurar ajuda médica?
A dor no osso não significa, necessariamente, câncer ósseo. Ainda assim, quando o incômodo não melhora, piora com o tempo ou vem acompanhado de outros sinais, é importante buscar avaliação médica.
Investigar cedo ajuda a identificar a causa do problema e iniciar o cuidado adequado, quando necessário.
No Julho Amarelo, a Eletros-Saúde lembra: dores persistentes, inchaços ou fraturas sem explicação merecem atenção. Conte com a nossa equipe para orientar você e sua família no cuidado com a saúde!
Fontes:
- https://www.gov.br/hubrasil/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-centro-oeste/hc-ufg/comunicacao/noticias/julho-amarelo-tambem-e-o-mes-de-conscientizacao-do-cancer-osseo
- https://eurofarma.com.br/artigos/julho-amarelo-conscientizacao-sobre-o-cancer-osseo
- https://www.laciolab.com/blog-16-o-que-e-a-campanha-do-julho-amarelo
- https://www.cancerresearchuk.org/about-cancer/bone-cancer/survival