15/10/2026

Dia Mundial da Alimentação: por que prestar atenção ao que colocamos no prato?

O que comemos diariamente influencia muito mais do que a disposição para realizar nossas atividades. A alimentação participa de diferentes funções do organismo, desde a manutenção dos músculos até o funcionamento do sistema imunológico, além de ter um papel importante na prevenção de doenças.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), manter uma alimentação saudável pode ajudar a reduzir o risco de diabetes, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer. No entanto, alimentar-se bem não significa seguir dietas rigorosas ou deixar de consumir determinados alimentos. A variedade das refeições, a qualidade nutricional e a frequência de consumo também precisam ser consideradas.

Celebrado em 16 de outubro, o Dia Mundial da Alimentação traz, em 2026, o tema “Inovar hoje para nutrir o amanhã”, escolhido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A campanha destaca a importância de melhorar a produção e o acesso a alimentos nutritivos, mas também abre espaço para uma reflexão sobre a maneira como nos alimentamos.

Afinal, você sabe como seus hábitos alimentares podem influenciar a saúde e quais mudanças podem fazer diferença na rotina?

1. Qual é a relação entre alimentação e prevenção de doenças?

O corpo humano precisa receber diferentes nutrientes para funcionar adequadamente. Proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais participam de processos essenciais, como a produção de energia, a formação dos tecidos e a manutenção das defesas do corpo.

Quando a alimentação é pouco variada ou apresenta excesso frequente de sal, açúcar e gorduras saturadas, alguns riscos à saúde podem aumentar.

Entre as condições que merecem atenção estão:

  • Hipertensão arterial: o consumo excessivo de sódio pode contribuir para o aumento da pressão.
  • Diabetes tipo 2: hábitos alimentares inadequados, associados a outros fatores, podem favorecer o desenvolvimento da doença.
  • Doenças cardiovasculares: a ingestão excessiva de gorduras saturadas e sódio podem prejudicar a saúde do coração.
  • Obesidade: a alimentação pode influenciar seu desenvolvimento, embora também estejam envolvidos fatores genéticos, ambientais e comportamentais.
  • Deficiências nutricionais: a baixa variedade de alimentos pode dificultar a ingestão de vitaminas e minerais necessários ao organismo.

É importante lembrar que a alimentação não é o único fator envolvido nessas condições. Histórico familiar, atividade física, sono e outras características individuais também precisam ser considerados.

Por isso, além de observar o que vai ao prato, vale manter as consultas e os exames de rotina, especialmente quando já existem fatores de risco ou doenças diagnosticadas.

2. O que não pode faltar em uma alimentação equilibrada?

Uma refeição saudável não precisa ser complicada. Arroz, feijão, legumes, verduras e uma fonte de proteína, por exemplo, podem formar uma combinação nutritiva e acessível, dependendo das necessidades de cada pessoa.

O Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, recomenda priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, arroz, feijão, ovos e leite.

O documento também diferencia os alimentos conforme o processamento que recebem:

  • In natura: chegam ao consumidor sem alterações após serem obtidos da natureza, como frutas, verduras e ovos.
  • Minimamente processados: passam por procedimentos como limpeza, moagem ou pasteurização, sem adição de sal ou açúcar. É o caso do arroz, do feijão e do leite pasteurizado.
  • Processados: recebem ingredientes como sal ou açúcar para conservação, como alguns queijos e vegetais em conserva.
  • Ultraprocessados: são formulações industriais que podem conter diversos aditivos e quantidades elevadas de açúcar, sódio ou gorduras, como refrigerantes, biscoitos recheados e macarrão instantâneo.

A orientação do Ministério da Saúde é limitar o consumo de alimentos processados e evitar os ultraprocessados, dando preferência a preparações feitas com ingredientes in natura ou minimamente processados.

Outro ponto importante é variar o cardápio. Consumir diferentes alimentos ao longo da semana ajuda a diversificar os nutrientes ingeridos e evita que as refeições fiquem restritas às mesmas opções.

Também não existe uma dieta que funcione da mesma maneira para todas as pessoas. É preciso avaliar a idade, condições de saúde, preferências alimentares e rotina para saber as necessidades nutricionais de cada um. Em determinadas situações, o acompanhamento de um nutricionista pode ajudar a organizar melhor as refeições.

3. Como cuidar melhor da alimentação na rotina?

Entre o trabalho, os compromissos e as tarefas de casa, nem sempre sobra tempo para pensar nas refeições. Muitas vezes, a escolha acaba sendo feita pelo que está mais disponível ou pelo que exige menos preparo.

Isso não significa que seja necessário mudar toda a alimentação de uma vez. Alguns ajustes na organização do dia podem ajudar a manter hábitos mais adequados.

Veja algumas orientações:

  • Organize as refeições: pensar no cardápio com antecedência pode facilitar as compras e o preparo dos alimentos.
  • Coma com atenção: sempre que possível, faça as refeições com tranquilidade e observe os sinais de fome e saciedade.
  • Inclua variedade no prato: alterne frutas, verduras, legumes, cereais e fontes de proteína ao longo da semana.
  • Mantenha a hidratação: beber água regularmente é importante para diversas funções do organismo.
  • Evite restrições sem orientação: retirar grupos alimentares ou seguir dietas muito limitadas pode comprometer a ingestão de nutrientes.

Vale lembrar que uma refeição fora da rotina não determina, sozinha, a qualidade da alimentação. O que importa é observar os hábitos mantidos ao longo do tempo, sem transformar o momento de comer em uma fonte constante de preocupação.

Para quem convive com diabetes, hipertensão ou outras condições que exigem atenção à alimentação, as orientações devem ser adaptadas com acompanhamento profissional.

 Alimentação e saúde merecem atenção o ano inteiro

O Dia Mundial da Alimentação é um lembrete de que o cuidado com o que comemos não deve ficar restrito a uma data. A qualidade das refeições, a variedade dos alimentos e a atenção às necessidades do organismo têm importância em todas as fases da vida.

Também é preciso reconhecer que manter uma alimentação adequada depende de fatores como renda, disponibilidade de alimentos, rotina e acesso à informação. Nem sempre as mesmas recomendações podem ser aplicadas da mesma forma por todas as pessoas.

Na Eletros-Saúde, reforçamos a importância da orientação profissional para esclarecer dúvidas sobre nutrição, acompanhar fatores de risco e identificar necessidades específicas.

Neste 16 de outubro, aproveite para observar seus hábitos alimentares e, se necessário, buscar orientação para fazer mudanças que sejam adequadas à sua saúde e à sua rotina.

Fontes: