Você sabia que as mamografias de rastreamento entre mulheres de 50 a 69 anos caíram mais de 20%? Esse é um dado da Fundação Integrada de Diagnóstico, Pesquisa, Educação e Inovação em Saúde (FIDI), divulgado em setembro de 2026, a partir da comparação dos exames realizados entre janeiro e julho de 2024 e o mesmo período de 2026.
O levantamento também mostrou uma redução de cerca de 11% no volume total de mamografias analisadas pela instituição. Como os dados se referem aos serviços da própria FIDI, eles não representam todo o país, mas acendem um alerta para a continuidade do acompanhamento.
A mamografia de rastreamento pode identificar alterações antes do surgimento de sintomas, por isso manter os exames em dia faz parte do cuidado com a saúde das mamas.
E esse cuidado é especialmente importante diante da estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA) de 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no Brasil entre 2026 e 2028.
Ao longo do texto, você vai entender quais fatores podem aumentar o risco da doença, quais sinais merecem atenção e como funciona a indicação da mamografia.
1. O que pode aumentar o risco ao longo da vida?
O câncer de mama não tem uma causa única, mas alguns fatores podem aumentar o risco, como idade, histórico familiar, genética, questões hormonais e hábitos de vida. Entre os principais estão:
- idade, especialmente a partir dos 50 anos;
- histórico familiar de câncer de mama ou de ovário;
- alterações genéticas hereditárias, como mutações nos genes BRCA1 e BRCA2;
- consumo de bebidas alcoólicas;
- excesso de peso e obesidade;
- sedentarismo;
- exposição à radiação ionizante;
- primeira menstruação antes dos 12 anos;
- menopausa após os 55 anos;
- primeira gravidez depois dos 30 anos;
- não ter tido filhos;
- uso prolongado de contraceptivos hormonais combinados;
- terapia de reposição hormonal após a menopausa;
- mamas densas, característica identificada pela mamografia.
Ter um ou mais desses fatores não significa que a doença vai se desenvolver. Eles ajudam a entender o risco de cada pessoa e podem orientar o acompanhamento médico.
Quem tem histórico familiar importante ou outros fatores de maior risco deve conversar com o profissional de saúde sobre a melhor forma de acompanhamento.
2. Quais mudanças nas mamas precisam ser investigadas?
Conhecer as próprias mamas ajuda a perceber quando algo está diferente do habitual. Por isso, preste atenção a sinais como:
- nódulo ou caroço endurecido na mama;
- aumento de um nódulo;
- saída espontânea de líquido pelo mamilo;
- mudança no formato do mamilo;
- retração da pele;
- pele com aspecto de casca de laranja;
- vermelhidão ou outra alteração que não melhora;
- aumento do tamanho da mama;
- nódulos ou inchaço nas axilas ou no pescoço.
Nem toda alteração significa câncer. No entanto, mudanças persistentes precisam ser avaliadas por um profissional de saúde.
3. Mamografia de rastreamento e diagnóstica: qual é a diferença?
A mamografia pode ser solicitada em situações diferentes. No rastreamento, o exame é feito em mulheres que não apresentam sinais ou sintomas suspeitos, com o objetivo de identificar alterações antes que elas sejam percebidas.
A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) orienta o início do rastreamento anual a partir dos 40 anos até 74 anos, em pacientes de risco habitual. A partir dos 75 anos, recomenda-se continuar o rastreamento se não houver comorbidades que reduzam a expectativa de vida da paciente.
Já a mamografia diagnóstica é usada quando existe alguma alteração que precisa ser investigada, como um nódulo, sintoma ou outro achado suspeito. Nesses casos, a indicação do exame não depende da faixa etária nem do calendário do rastreamento.
Se surgir alguma mudança nas mamas, o ideal é procurar avaliação profissional sem esperar a próxima mamografia de rotina.
4. Como manter o cuidado com a saúde das mamas ao longo do ano?
O cuidado não termina em outubro. Consultas, exames e atenção às mudanças do corpo precisam continuar durante todo o ano.
Adote medidas importantes, como:
- manter consultas de rotina;
- seguir a periodicidade indicada para os exames;
- informar ao profissional de saúde sobre casos de câncer de mama ou de ovário na família;
- procurar atendimento ao notar alguma alteração;
- manter o acompanhamento mesmo quando o último exame não mostrou mudanças;
- praticar atividade física;
- cuidar do peso;
- evitar o consumo de bebidas alcoólicas.
A mamografia ajuda a identificar alterações antes do aparecimento de sintomas, mas observar o próprio corpo também é importante. Se surgir alguma mudança entre um exame e outro, procure avaliação médica imediatamente.
O autoexame de mama, amplamente lembrado durante o Outubro Rosa, não substitui a consulta regular ao mastologista ou ginecologista, nem a realização da mamografia. No entanto, ele é uma ferramenta valiosa para o diagnóstico precoce do câncer de mama e deve ser realizado mensalmente.
Aqui está o passo a passo para realizá-lo corretamente:
- Durante o banho: Com o corpo molhado e as mãos ensaboadas, levante o braço esquerdo e apoie-o sobre a cabeça.
- Examine a mama: Com a mão direita aberta, comece a examinar a mama esquerda.
- Divida em faixas: Imagine que sua mama está dividida em faixas. Analise cada uma delas lentamente.
- Movimentos circulares: Use os dedos juntos e esticados para fazer movimentos circulares, palpando toda a área da mama de cima para baixo.
- Observe os mamilos: Pressione suavemente os mamilos e veja se há saída de algum líquido.
- Repita na outra mama: Siga o mesmo procedimento na mama direita.

Lembre-se: o autoexame é uma prática importante, mas deve complementar os exames clínicos regulares.
A Eletros Saúde está com você no cuidado com a sua saúde
Cuidar da saúde das mamas envolve manter os exames em dia, observar mudanças no corpo e procurar orientação quando necessário.
Converse com o profissional de saúde sobre a periodicidade mais indicada para você, principalmente se houver histórico familiar ou outros fatores de risco.
E conte com a Eletros-Saúde para ter um acompanhamento para cuidar da sua saúde em todas as fases da vida. Nós apoiamos o Outubro Rosa e reforçamos nosso compromisso: cuide da sua saúde hoje para ter mais qualidade de vida amanhã.
Fontes:
- Outubro Rosa: mamografias caem mais de 20% entre mulheres de 50 a 69 anos, aponta FIDI
- https://pessoal.ufrj.br/2025/10/outubro-rosa-mes-de-conscientizacao-sobre-o-cancer-de-mama/
- https://apoie.sedu.es.gov.br/outubrorosa
- https://sbmastologia.com.br/para-a-populacao/rastreamento-mamografico/