14/10/2026

Outubro Rosa: mamografia, sinais de atenção e cuidados com a saúde das mamas

Você sabia que as mamografias de rastreamento entre mulheres de 50 a 69 anos caíram mais de 20%? Esse é um dado da Fundação Integrada de Diagnóstico, Pesquisa, Educação e Inovação em Saúde (FIDI), divulgado em setembro de 2026, a partir da comparação dos exames realizados entre janeiro e julho de 2024 e o mesmo período de 2026.

O levantamento também mostrou uma redução de cerca de 11% no volume total de mamografias analisadas pela instituição. Como os dados se referem aos serviços da própria FIDI, eles não representam todo o país, mas acendem um alerta para a continuidade do acompanhamento.

A mamografia de rastreamento pode identificar alterações antes do surgimento de sintomas, por isso manter os exames em dia faz parte do cuidado com a saúde das mamas.

E esse cuidado é especialmente importante diante da estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA) de 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no Brasil entre 2026 e 2028.

Ao longo do texto, você vai entender quais fatores podem aumentar o risco da doença, quais sinais merecem atenção e como funciona a indicação da mamografia.

1. O que pode aumentar o risco ao longo da vida?

O câncer de mama não tem uma causa única, mas alguns fatores podem aumentar o risco, como idade, histórico familiar, genética, questões hormonais e hábitos de vida. Entre os principais estão:

  • idade, especialmente a partir dos 50 anos;
  • histórico familiar de câncer de mama ou de ovário;
  • alterações genéticas hereditárias, como mutações nos genes BRCA1 e BRCA2;
  • consumo de bebidas alcoólicas;
  • excesso de peso e obesidade;
  • sedentarismo;
  • exposição à radiação ionizante;
  • primeira menstruação antes dos 12 anos;
  • menopausa após os 55 anos;
  • primeira gravidez depois dos 30 anos;
  • não ter tido filhos;
  • uso prolongado de contraceptivos hormonais combinados;
  • terapia de reposição hormonal após a menopausa;
  • mamas densas, característica identificada pela mamografia.

Ter um ou mais desses fatores não significa que a doença vai se desenvolver. Eles ajudam a entender o risco de cada pessoa e podem orientar o acompanhamento médico.

Quem tem histórico familiar importante ou outros fatores de maior risco deve conversar com o profissional de saúde sobre a melhor forma de acompanhamento.

2. Quais mudanças nas mamas precisam ser investigadas?

Conhecer as próprias mamas ajuda a perceber quando algo está diferente do habitual. Por isso, preste atenção a sinais como:

  • nódulo ou caroço endurecido na mama;
  • aumento de um nódulo;
  • saída espontânea de líquido pelo mamilo;
  • mudança no formato do mamilo;
  • retração da pele;
  • pele com aspecto de casca de laranja;
  • vermelhidão ou outra alteração que não melhora;
  • aumento do tamanho da mama;
  • nódulos ou inchaço nas axilas ou no pescoço.

Nem toda alteração significa câncer. No entanto, mudanças persistentes precisam ser avaliadas por um profissional de saúde.

3. Mamografia de rastreamento e diagnóstica: qual é a diferença?

A mamografia pode ser solicitada em situações diferentes. No rastreamento, o exame é feito em mulheres que não apresentam sinais ou sintomas suspeitos, com o objetivo de identificar alterações antes que elas sejam percebidas.

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) orienta o início do rastreamento anual a partir dos 40 anos até 74 anos, em pacientes de risco habitual. A partir dos 75 anos, recomenda-se continuar o rastreamento se não houver comorbidades que reduzam a expectativa de vida da paciente.

Já a mamografia diagnóstica é usada quando existe alguma alteração que precisa ser investigada, como um nódulo, sintoma ou outro achado suspeito. Nesses casos, a indicação do exame não depende da faixa etária nem do calendário do rastreamento.

Se surgir alguma mudança nas mamas, o ideal é procurar avaliação profissional sem esperar a próxima mamografia de rotina.

4. Como manter o cuidado com a saúde das mamas ao longo do ano?

O cuidado não termina em outubro. Consultas, exames e atenção às mudanças do corpo precisam continuar durante todo o ano.

Adote medidas importantes, como:

  • manter consultas de rotina;
  • seguir a periodicidade indicada para os exames;
  • informar ao profissional de saúde sobre casos de câncer de mama ou de ovário na família;
  • procurar atendimento ao notar alguma alteração;
  • manter o acompanhamento mesmo quando o último exame não mostrou mudanças;
  • praticar atividade física;
  • cuidar do peso;
  • evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

A mamografia ajuda a identificar alterações antes do aparecimento de sintomas, mas observar o próprio corpo também é importante. Se surgir alguma mudança entre um exame e outro, procure avaliação médica imediatamente.

O autoexame de mama, amplamente lembrado durante o Outubro Rosa, não substitui a consulta regular ao mastologista ou ginecologista, nem a realização da mamografia. No entanto, ele é uma ferramenta valiosa para o diagnóstico precoce do câncer de mama e deve ser realizado mensalmente.

Aqui está o passo a passo para realizá-lo corretamente:

  • Durante o banho: Com o corpo molhado e as mãos ensaboadas, levante o braço esquerdo e apoie-o sobre a cabeça.
  • Examine a mama: Com a mão direita aberta, comece a examinar a mama esquerda.
  • Divida em faixas: Imagine que sua mama está dividida em faixas. Analise cada uma delas lentamente.
  • Movimentos circulares: Use os dedos juntos e esticados para fazer movimentos circulares, palpando toda a área da mama de cima para baixo.
  • Observe os mamilos: Pressione suavemente os mamilos e veja se há saída de algum líquido.
  • Repita na outra mama: Siga o mesmo procedimento na mama direita.

Lembre-se: o autoexame é uma prática importante, mas deve complementar os exames clínicos regulares.

 

A Eletros Saúde está com você no cuidado com a sua saúde

Cuidar da saúde das mamas envolve manter os exames em dia, observar mudanças no corpo e procurar orientação quando necessário.

Converse com o profissional de saúde sobre a periodicidade mais indicada para você, principalmente se houver histórico familiar ou outros fatores de risco.

E conte com a Eletros-Saúde para ter um acompanhamento para cuidar da sua saúde em todas as fases da vida. Nós apoiamos o Outubro Rosa e reforçamos nosso compromisso: cuide da sua saúde hoje para ter mais qualidade de vida amanhã.

 

Fontes: